segunda-feira, 10 de julho de 2017

CONTRADIÇÃO
 
- Que ninguém tenha medo de sofrer...
A morte não existe! É covardia
Choramingar no leito de agonia,
No instante crucial do “vamos ver”...
 
Tenhamos fé! Não posso compreender
O espírita que reza todo dia,
Que, em vez de ser forte qual devia,
Dá vexame na hora de morrer...
 
Assim pregava o irmão Zeca Silveiro,
Quando sentindo mal estar ligeiro,
Leva a mão sobre o peito em grito agudo:
 
- Acudam, minha gente! Eu sei que morro...
A morte não existe, mas socorro...
Eu não quero morrer e largar tudo!...
 
CORNÉLIO PIRES
 
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na tarde de sábado do dia 8 de outubro de 1994, em Uberaba – MG). 

3 comentários:

  1. Bom dia Formiga e Cornélio Pires!!

    Linda e engraçada poesia!!

    Obrigado por tudo!!

    Excelente dia e semana para todos nós!!
    Fiquemos com o BOM DEUS!! \O/
    Carlos A. Gomes

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  2. Bom dia, Amigos Espirituais visíveis e invisíveis! Amor, Luz e Paz! "Um livro pelo ouvido". No prefácio "Página de gratidão" (datada de 10-10-1995),da obra 'Alma do Povo" (CEU, 1996), de Cornélio Pires (1889-1958), jornalista,escritor, folclorista, etc, Francisco Cândido Xavier (1910-2002) escreveu "Obrigado, Cornélio amigo!... E você, caro amigo, noite a noite, no horário de nossas preces, veio ao meu lado e segredou a trova. Uma por uma, cinquenta noites consecutivas...Você parou na trova de número cinquenta. E aqui estão em livro. Também eu acho curioso dizer: - Um livro pelo ouvido..."!!! Lendo essa trova relembrada pelo médium C.A.B, todos nós devemos recordar que "E a vida continua..." (FEB, André Luiz", segredando "...um livro pelo ouvido..." e pelo lápis e pelos dedos de Chico Xavier!!! Repetindo este, também segredamos "...E que Deus nos abençoe." Um abraço fraternal! Cadichon Pirilampo!!!

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  3. kkkkkkkkk, essa foi boa! Por isso muitos morrem e não desencarnam, ficam presos aos despojos e aos bens materiais e por vezes obsediando os outros. Apego, eis tudo que nos prende.Obrigada irmão Cornélio, obrigada Baccelli. Pascale

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