segunda-feira, 24 de julho de 2017

CATIVEIRO

Alma que sofres no exílio humano
As saudades sem fim da Imensidão,
Não te atormente a dura provação
Que te lacera o peito de espartano...

Não te rendas ao triste desengano
Daquele que enlouquece na prisão,
Acorrentado a plena escuridão
Sob os ditames de cruel tirano...

Na cruz, transfigurada em pelourinho,
Que, soluçando, arrastas no caminho,
Cumpre a tua sentença, sobranceiro...

Um dia, além da sombra que reduz,
Hás de voltar para o País da Luz,
Ao te expirar, na carne, o cativeiro!...

CRUZ E SOUSA


(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 15 de julho de 2017, em Uberaba – MG).

3 comentários:

  1. Bom dia amigo Cruz e Souza, é a esperança que nos move nesse além distante em que estamos. Tentando seguir as pegadas do Cristo não haveremos de desanimar. Obrigada Baccelli. Pascale

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  2. Bom dia, Amigos Espirituais visíveis e invisíveis! Amor, Luz e Paz! Cativeiro. Poesia de João da Cruz e Souza (1861-1898) convidando-nos a refletir sobre a nossa existência física de carne como um cativeiro. Para os Irmãos invisíveis, o corpo físico, em mundos semelhantes à Terra, é como uma prisão, na qual cada um de nós, seres espirituais visíveis, ficamos presos aos nossos interesses materiais imediatos. Muito obrigado pela poesia, nobre irmão, que nos trouxe também abençoadas poesias através do lápis de Francisco Cândido Xavier (1910-2002) em "Parnaso de Além-Túmulo" (FEB, 1ª edição, 1932)! Deus e Jesus Cristo abençoem a você! Um abraço fraternal! Frata brakumo! Cadichon Pirilampo!!!

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  3. Boa tarde Formiga e Cruz e Souza!!

    Obrigado pela poesia!!

    Excelente dia e semana para todos nós!!
    Fiquemos com o BOM DEUS!! \O/

    Carlos A. Gomes

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