segunda-feira, 15 de maio de 2017

SONHOS DE OURO


Tornei a contemplar, depois da morte,
Da quietude da tarde à leve brisa,
Meu barco de papel que inda desliza
Sobre as águas tranquilas de outro norte.

Eu não sei por que mágico transporte,
Ou mistério, minh’alma assim divisa,
Na tela da memória, tão precisa,
Os folguedos da infância, terna e forte.

Mas, redivivo, agora vendo aquele
Barquinho dos meus dias mais plebeus,
Sei que invés de papel, qual se fez ele,

Fizeram-se de ouro os sonhos meus –
Os sonhos que navegam dentro dele,
Pelo Infinito Mar do Amor de Deus!...

Guilherme de Almeida


(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima da Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, na noite de 08 de setembro de 1993, em Uberaba – MG). 

3 comentários:

  1. Bom dia, Amigos Espirituais, visíveis e invisíveis! Amor, Luz e Paz! Guilherme de Andrade Almeida (1890-1969) escreveu o poema "Coração", no qual destacamos os versos "...Minha bolha de sabão.,,Meu barquinho de papel...Ó meu castelo de cartas...Tudo muda, tudo passa, neste mundo de ilusão...Só tu, coração, não mudas, porque és puro e porque és bom!" (VOGT, Carlos (1943-....) Guilherme de Almeida: coleção melhores poemas. Global, 3ª edição, 1993). Retornando pelo lápis (caneta, dedos num teclado de máquina de escrever ou computador...) de um médium, lembrando "...Meu barco de papel que inda desliza...Mas, redivivo, agora vendo aquele barquinho...", presenteia-nos com o poema "Sonhos de ouro". Sim, nobre irmão espiritual, no mundo verdadeiro dos Espíritos imortais tudo é real!!! Deus te abençoe, nobre poeta! Um abraço fraternal! Cadichon Pirilampo!!!

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  2. Que linda poesia!!! Faz melhor minha semana! Obrigada Baccelli. Obrigada irmão poeta. Pascale

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  3. Boa tarde Formiga e Guilherme de Almeida!!

    Linda poesia!!

    Excelente dia e semana para todos nós!!
    Fiquemos com o BOM DEUS!! \O/

    Carlos A. Gomes

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