Lançamento: CHICO XAVIER E FOI ASSIM... Carlos A. Baccelli | Francisco Cândido Xavier

CHICO XAVIER E FOI ASSIM... Carlos A. Baccelli | Francisco Cândido Xavier

domingo, 5 de julho de 2026

 

Tempo de Sobra

 

Dizes que não tens mais tempo

Para mais servir no bem,

Que já tens feito o que podes

Para ser útil a alguém...

 

Afirmas-te assoberbado,

De serviço acumulado,

Que não tens mais um minuto

Para ao bem ser dedicado...

 

No entanto, te sobram horas

Falando da vida alheia,

Tecendo maledicência,

Feito à aranha tece a teia...

 

Espalhas boataria

E críticas a valer,

Em minutos preciosos

Que, assim, te pões a perder...

 

Então, para as boas obras

Fazeres em pouco mais,

Em verdade, é bom que saibas

Sobra-te tempo demais!...

 

Formiga/Baccelli

Lar Espírita “Pedro e Paulo”

Sábado, manhã do dia 4-7-26

Uberaba - MG

domingo, 28 de junho de 2026

 

Médium da Luz

 

Se queres mediunidade,

Na fé que em ti se ressalta,

Convence-te que na Terra

Nenhuma existe mais alta...

 

Nem a que escreve livros

De uma maneira precisa,

Nem a que cede ectoplasma

E os mortos materializa...

 

Nem a que ocupa a tribuna

Com brilhante exposição,

Nem a que traz o remédio,

No passe estendendo a mão...

 

Nem mesmo a clarividente,

Ou a de desdobramento,

Ou pode ouvir os espíritos

Sem qualquer impedimento..

 

Mediunidade sublime,

Por fonte de amor e luz,

É a de quem faz o Bem,

Sendo médium de Jesus!...

 

Formiga/Baccelli

Lar Espírita “Pedro e Paulo”

Uberaba – MG, 27-6-26

domingo, 21 de junho de 2026

 

“Zoraide”

 

Ao ensejo dos 65 anos da Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, fundada em Uberaba – Minas Gerais, transcrevemos o soneto com que a poetisa Auta de Souza, através do médium Chico Xavier, homenageou Zoraide, fundadora e tarefeira da Casa, quando de sua desencarnação, ocorrida em maio de 1987.

 

Zoraide

(Homenagem à irmã Zoraide que, por muito tempo serviu ao Senhor Jesus, notadamente na Casa Espírita Bittencourt Sampaio, nesta cidade, desencarnada em 17 de maio de 1987.)

 

Perdera um filho amado, um sonho em primavera...

Pergunta a soluçar entre suplício e pranto:

- “Por que? Por que, meu Deus, o filho que amo tanto?”

Segue o filho a gemer na dor que a dilacera.

 

Volta, de novo, ao lar!... É a família que espera,

Tem dever a cumprir mesmo banhada em pranto...

No outro dia, é servir ao bem, de canto a canto,

No Templo em luz e paz, que a conforta e venera.

 

O Tempo passa lento... Amargura, saudade...

Resguarda o amor de Mãe sem que nada o degrade...

Cai gravemente enferma... Enxerga doce brilho...

 

Ante o supremo instante, em névoa cor de opala,

Eis que o filho lhe diz: - “Minha Mãe, vim buscá-la...”

E ela parte a gritar: “Ah! meu filho!... Meu filho!...

 

Auta de Souza